São Gonçalo, 26 de Junho de 2019

Técnico que passou pelo Rio hoje desenvolve base na China
12/04/2019 19:19 em Novidades

Cesaretti Moreira já trabalhou, no futebol carioca, pelo Paduano, em 2013

 

Gabriel Andrezo

Foto: Divulgação

 

Cada vez mais, o futebol do exterior tem sido uma opção para profissionais brasileiros do futebol, mas este mercado atende e cobiça não só jogadores, mas também treinadores. Tem crescido bastante o número de técnicos nacionais que se espalham pelo mundo, sobretudo para ajudar nações em desenvolvimento. Muitos deles tiveram passagem pelo Rio de Janeiro, onde nem sempre encontram a melhor possibilidade de trabalhar, mas procuram levar seus aprendizados ao exterior. É o caso de Cesaretti Moreira, hoje na China, onde realiza um trabalho voltado para as categorias de base no país mais populoso do mundo.

O treinador comanda uma escola de futebol para jovens chineses entre 6 e 15 anos, na cidade de Pingtan, sudeste da China. Ele também já trabalhou no futebol japonês, em clubes como Montedio Yamagata e Avispa Fukuoka, mas também rodou por muitos clubes do próprio Brasil. No Rio de Janeiro, ele teve uma breve passagem pelo Paduano, onde chegou a assumir a equipe no fim do ano de 2013, mas acabou sequer estreando por conta de problemas internos. Se não encontrou muitas facilidades em sua terra, é na improvável nação asiática que que Cesaretti vai conseguindo crescer e fazer a garotada local evoluir.

– Só há pouco tempo, e sob o desejo de seu presidente, é que a China iniciou de fato a implantação de projetos que busquem o gosto na prática do futebol. Quanto ao Brasil, se não fossem os interesses de fora das quatro linhas mesmo, ele continuaria sendo, como já foi num passado não muito distante, o alimento para  categoria profissional. A ideia aqui é formar o jogador. Eles querem que os chineses gostem e saibam amar o futebol como o presidente deles ama – diz o técnico, que também explica o tipo de metodologia dedicada ao futebol local:

– O futebol chinês ainda não tem "espelhos" mais determinados, mas como o futebol europeu continua em alta, é de lá que eles trazem algumas lições, alguma metodologia.

Cesaretti sequer teve a possibilidade de fazer seu primeiro jogo pelo Paduano, que jogava a segunda divisão do Carioca na ocasião. Ele reclamou dos problemas vividos pela equipe no aspecto de estrutura e viabilidade para treinos e jogos. Na opinião do técnico, o futebol carioca e brasileiro tem muito a aprender justamente com aquilo que trabalha hoje e que os chineses têm investido tanto nos últimos anos: o fomento às categorias de base.

– Iniciei um trabalho no Paduano mas, infelizmente, naquele momento, a irresponsabilidade de alguns gestores colocou por terra aquilo que de bom poderia ter acontecido. A parte externa atrapalhou muito. Não só no Rio, mas em geral, poderia se buscar uma evolução num trabalho sério nas categorias de base, na formação. É de lá que saem as melhores coisas – finalizou.

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