São Gonçalo, 23 de Abril de 2019

Catar: a nova ordem no futebol asiático
08/02/2019 11:49 em Novidades

Por: José Roberto Coutinho

Foto: Divulgação

 

Naturalmente, um campeão inédito sempre consegue destaque. Independente do que conquiste, o nome ficará estampado na história eternamente. Mas e quando derruba-se um gigante do continente com direito a gol de bicicleta na final? Se a credibilidade aumenta ou não, a pergunta fica no ar, entretanto é inegável que esta memória nunca será apagada.

O Catar alcançou de forma inédita o título de campeão asiático. Com uma campanha impecável, a Marrom finalizou os japoneses na final por 3 a 1. Anteriormente, nas quartas de final, havia derrotado a poderosa Coreia do Sul, por 1 a 0. Resultados expressivos contra camisas de peso dentro do continente, a receita perfeita para o primeiro triunfo.

O SEGREDO

Pivô de boa parte do sucesso catari, Almoez Ali (22) foi o autor de 9 dos 19 gols da seleção no torneio continental. Apesar do faro de gol, o jogador, nascido em Sudão, tem um carinho especial pela camisa 19 - seja no clube que defende ou na seleção. De esquerda, de direita, de cabeça, da forma que imaginar: o artilheiro indomável venceu Yuya Osako em disputa singular, conduzindo sua seleção ao título como o melhor marcador da competição. 

Aliás, as curiosidades positivas não param de cercar o jogador. Na história da competição, jamais o artilheiro tinha balançado tantas vezes a rede como nesta edição. O último tento, inclusive, foi o primeiro da grande final. E que gol. Aquele que vira moldura, vira obra de arte nos muros espalhados pelo país. Aos 12 minutos do primeiro tempo, uma bicicleta inimaginável, sem chances para o arqueiro Gonda. Era o início de um feliz fim.

Se ele falou, tá falado!

A edição de número 17 da Copa da Ásia teve de tudo. Mudança de regulamento na organização das chaves, o campeão inédito citado e um craque do futebol mundial como vidente. Consagrado no Barcelona, Xavi, que atualmente joga pelo Al Sadd (Catar), previu o título catariano. Convidado por uma TV local, o catalão, que está no Catar desde 2015, ainda acertou três do quatro semifinalistas - trocando apenas Emirados Árabes Unidos por Austrália.

Corajoso e esperançoso, ainda afirmou não ter dúvidas de que não seria nenhuma surpresa o Catar derrotar os japoneses na final, até então sonhada por ele. Para a alegria de Xavi, o "bolão" foi um êxito. Ainda que com todos os números expressivos dos nipônicos, que levantaram o caneco em quatro oportunidades - jamais tinham sido vice-campeões-, o título foi para Doha.

Revanche?

Catar e Japão ainda podem se encontrar este ano. E por outra competição continental, desta vez fora da Ásia. As duas seleções foram convidadas a participar da Copa América 2019, que acontecerá no Brasil - entre os dias 14 de junho e 7 de julho. Apesar da coincidência, o reencontro depende de uma boa campanha das equipes na fase de grupos.

Em chaves diferentes, os asiáticos só se cruzariam a partir das quartas de final. O Japão está no grupo C, ao lado de Chile, Uruguai e Equador. Já o campeão asiático, encontra-se no grupo B, com Argentina, Colômbia e Paraguai. O último, inclusive, é o primeiro adversário na Copa América. A expectativa aumenta ainda mais do lado catari ao saber-se que a estreia é em um dos mais importantes templos do futebol, o Maracanã.

Degrau da FIFA

Com um título continental, as portas, logicamente, se abrem ainda mais ao futebol no Catar. As vitrines, por sua vez, têm cada vez mais visibilidade, principalmente nas categorias de base, que estruturam a seleção principal. Além disso, as escadas tornam-se livres para que o país suba mais um degrau e figure entre as potências dentro do esporte.

Mesmo sem alterações nos vinte primeiros países, o Ranking da FIFA foi modificado após a Copa da Ásia. O Catar, com a conquista, subiu 38 posições. Ganhou 140 pontos, chegando à 55° colocação. O vice-campeão Japão também cresceu na lista, agora ocupando a 23° posição. Melhor colocado asiático, o Irã pulou apenas 7 casas, estando agora em 22°.

Catar, 2022

Pouco depois do anúncio da FIFA sobre o próximo país que sediaria o Mundial masculino de futebol, surgiram muitas críticas acerca da única seleção já garantida no torneio. O cenário, entretanto, mudou de forma considerável com o triunfo catari na Ásia. A última Copa do Mundo ainda nem apertou o coração dos amantes do futebol como deveria, mas a preparação para a próxima edição segue intensa.

Geograficamente falando, o país caberia dentro do estado de Sergipe. As obras, não só por conta do tamanho da nação, mas pela organização vista há algum tempo, estão adiantadas. Ainda assim existem problemas já pensados. A população local é menor do que a da Baixada Fluminense, por exemplo. Vale salientar que esta será a maior Copa de todos os tempos, com a participação de 48 seleções. A resposta de onde tanta gente vai ficar, virá com o tempo. O mesmo que mostrou aos que respiram futebol o quanto o Catar tem a evoluir dentro deste esporte.

 

 

 

 

 

 

 

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